Família
Hotel Alpestre | Gramado/RS
Cibila e Otávio
Algumas famílias chegam até a fotografia para registrar um momento. Outras, com o passar dos anos, transformam a fotografia em parte da própria história.
É assim com a Cibila e o Otávio.
Já fotografei os dois algumas vezes em Gramado e, sempre que eles vêm para cá, temos a oportunidade de renovar as fotografias e guardar mais um capítulo dessa história. O mais bonito é perceber, através das imagens, o quanto o tempo passou — e o quanto algumas coisas permanecem exatamente no lugar.
Quando fotografei Cibila e Otávio pela primeira vez, ele tinha apenas 8 anos. Hoje, está chegando aos 15. Entre um ensaio e outro, aquele menino foi crescendo, mudando, descobrindo o mundo e se tornando quem é. E eu tive o privilégio de acompanhar um pedacinho desse caminho através da fotografia.
Desta vez, nosso encontro aconteceu no Hotel Alpestre, em Gramado. O cenário foi diferente, mas a essência continuava a mesma: uma mãe e seu filho, compartilhando tempo juntos e permitindo que eu registrasse essa relação com a naturalidade que sempre buscamos.
Fotografar um adolescente também é um exercício diferente daquele que fazemos quando ele ainda é criança. As expressões mudam, o jeito de se relacionar muda, a presença física e emocional ganha outras camadas. E talvez seja justamente por isso que fotografar novamente, depois de tantos anos, seja tão especial.
Porque não estamos apenas fazendo novas fotos.
Estamos registrando quem eles são agora.
O abraço de hoje. O olhar de hoje. A cumplicidade que existe entre os dois neste momento da vida. As pequenas brincadeiras, as conversas e até aquela maneira tão particular que mãe e filho têm de estar juntos.
E, ao mesmo tempo, existe algo muito bonito em olhar para trás e lembrar daquele primeiro ensaio, quando Otávio tinha 8 anos.
A fotografia tem esse poder silencioso de nos mostrar o tempo.
Um álbum antigo nos faz perceber detalhes que, enquanto vivemos, nem sempre conseguimos enxergar. A criança que cresceu. O rosto que mudou. A relação que amadureceu. E, principalmente, tudo aquilo que permaneceu.
Cibila e Otávio me lembram por que gosto tanto de fotografar famílias.
Não é apenas sobre criar imagens bonitas de uma viagem a Gramado. É sobre construir uma coleção de memórias que possa ser revisitada daqui a 5, 10, 20 anos e ainda tenha significado.
Cada vez que eles voltam para Gramado, temos um novo encontro. Um novo momento. Uma nova versão dos dois para fotografar.
E eu espero que ainda tenhamos muitos outros capítulos para registrar.
Porque se o primeiro ensaio aconteceu quando Otávio tinha 8 anos e hoje ele já está quase com 15, fico imaginando quantas histórias ainda cabem nas próximas fotografias.
Que sorte a minha poder acompanhar esse crescimento através daquilo que mais amo fazer: fotografar histórias de família.
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